Ciclo de debates
Políticas para povos indígenas isolados e de recente contato
*05/11 às 16h*
CEstA-USP
Rua do Anfiteatro, 181, favo 8, Cidade Universitária
*Porque os Tikmū’ūn Maxakali devem ser considerados um povo de recente contato*
Com
*Roberto Romero (IEAT/UFMG)*
Mediação
Leonardo Viana Braga
Resumo:
A apresentação discute os fundamentos antropológicos, históricos, etnográficos e políticos para o reconhecimento dos Tikmũ’ũn Maxakali como povo indígena de recente contato. Partindo dos critérios adotados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a apresentação examina as especificidades das relações desse povo com a sociedade nacional, considerando a vitalidade de sua língua, a continuidade de suas formas próprias de organização social, política e cosmológica, a produção de conhecimentos e as condições históricas de expropriação territorial e guerra colonial. O objetivo é discutir a pertinência dessa categoria e sua importância para a formulação de políticas públicas específicas e diferenciadas, capazes de reconhecer a autonomia sociocultural dos Tikmũ’ũn e responder às condições específicas em que se estabelecem suas relações com o Estado brasileiro e a "sociedade envolvente"
Roberto Romero
É pós-doutorando no Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG nas cátedras Magda Soares de Educação Básica e Saberes Tradicionais. É membro do Nodo de Investigación Creación y Ecología de Prácticas da Red de estudios de la cultura visual Abya Yala. Possui doutorado e mestrado em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Graduou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH). Entre 2023 e 2026, foi coordenador do Projeto Hãmhi Terra Viva, iniciativa para o reflorestamento dos territórios Maxakali em Minas Gerais. Desde 2009, também integra a Associação Filmes de Quintal, onde atua como programador e consultor do forumdoc.bh, o festival de cinema documental e etnográfico de Belo Horizonte. Desde 2010, desenvolve pesquisas junto ao povo Maxakali, em Minas Gerais (Brasil). Suas contribuições acadêmicas incluem artigos, ensaios e organização de livros como "Planos de Gestão Territorial e Ambiental dos Territórios Maxakali" (2025), Hãmhitupmã: Alegrar a Terra (2025), Sem terra não tem cinema (Isael Maxakali, 2024), Cosmologias da imagem: cinemas de realização indígena no Brasil (Filmes de Quintal, 2021). No campo do cinema, co-dirigiu os longas Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024), Nũhũ yãgmũ yõg hãm: Essa Terra É Nossa! (2021) e Yãmĩyhex: As Mulheres-Espírito (2020)
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